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Coluna

O Momento Econômico do Brasil Pós Pandemia

02/07/2022

Passada a fase mais aguda da pandemia, e, ainda em meio à guerra da Ucrânia, o Brasil e o mundo se voltam para os ajustes necessários em suas economias

Visitaremos neste artigo os aspectos relativos ao desemprego, investimentos estrangeiros, inflação, taxa básica de juros, comércio exterior e PIB.

Tocando em um dos assuntos mais sensíveis da economia, o desemprego no Brasil tem apresentado melhoria contínua e já apresenta índices melhores do que da época pré-pandêmica. Ações contínuas como a do seguro desemprego junto a caixa econômica federal continuam a colaborar nesta fase para os cidadãos sem emprego.

De acordo com dados da ocupação divulgados em 30 de junho próximo passado, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), através da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) a taxa de desocupação ficou em 9,8% no trimestre móvel encerrado em maio.

A melhora foi de 1,4% (p.p) em relação ao trimestre de 12/2021 a 02/2022 quando a taxa foi de 11,2%, e de 4,9% (p.p) na comparação com o mesmo período de 2021, quando o desemprego estava em 14,7%.

Simplesmente, 9,8% é a menor taxa de desocupação, para um trimestre encerrado em maio, desde 2015, quando o indicador registrou 8,3%.
Os números são expressivos e revelam uma vitória enorme contra a tragédia do desemprego provocada pela pandemia.

Em números, o Brasil tem hoje 10,6 milhões de pessoas desocupadas. São 1,4 milhão de pessoas a menos em comparação ao trimestre imediatamente anterior, o que representa um recuo de 11,5%.

Na comparação anual, a queda foi de 30,2%, com 4,6 milhões de pessoas a menos desocupadas.
O total de pessoas ocupadas atingiu o recorde da série iniciada em 2012, com 97,5 milhões de pessoas. Uma alta de 2,4%, ou mais 2,3 milhões de pessoas, na comparação trimestral, e, de 10,6%, ou 9,4 milhões de pessoas, na comparação anual.

São milhões de brasileiros que hoje estão em atividade e longe da agonia e desespero do desemprego.
Por fim, o Brasil tem sido o país que mais vem reduzindo o desemprego entre os países do G20.

Apesar do aumento na ocupação, o rendimento real habitual ficou estável frente ao trimestre anterior no valor de R$ 2.613,00. A massa de rendimento real habitual chegou a R$ 249,8 bilhões, uma alta de 3,2% no trimestre e de 3,0% no ano.

Outro dado importante é que na comparação com o trimestre anterior, o rendimento apresentou estabilidade em todos os grupamentos de atividades.
Foi um crescimento expressivo e não isolado da população ocupada”, diz Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas por amostra de domicílios do IBGE. Ela destaca que os aumentos da ocupação vêm ocorrendo em diversas formas de inserção do trabalhador, tanto entre os informais quanto entre os com carteira de trabalho.

Movimento faz parte de um processo de recuperação das perdas de 2020, com gradativa recuperação ao longo de 2021. “No início de 2022, houve uma certa estabilidade da população ocupada, que retoma agora sua expansão em diversas atividades econômicas”.

IPCA 2021 / 2022

SUPERAVIT PRIMÁRIO

O Brasil apresentou superávit primário de R$ 86,1 bilhões no 1º quadrimestre de 2022.

O resultado é superior em R$ 40,3 bilhões ao valor previsto para o primeiro quadrimestre. (Decreto nº 11.019/2022) onde constava uma previsão de superavit da ordem de R$ 45,8 bilhões.
Este importante dado representa a solidez das contas do governo, que arrecada mais do que gasta e superando e muito a própria meta.

Este dado leva confiança ao mercado, notadamente aos investidores, que percebem que o governo conseguirá honrar seus compromissos.

INVESTIMENTOS DIRETOS DE ESTRANGEIROS

Os dados do Relatório Mundial de Investimentos da Agência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad) apontam que o Brasil recebeu no ano passado US$ 50,3 bilhões em investimentos estrangeiros. Este valor nos levou a ser o 6° melhor país no mundo em capitação de investimentos de estrangeiros.

A previsão do BACEN é que este ano de 2022 o Brasil atraia US$ 55 bilhões.
Estas são marcas importantes e representam a confiança do mundo capitalista na economia brasileira.

COMÉRCIO EXTERIOR

As exportações brasileiras somaram, em maio de 2022, US$ 29,6 bilhões, e as importações, US$ 24,7 bilhões, gerando um saldo positivo de US$ 4,9 bilhões e corrente de comércio de US$ 54,4 bilhões.

No acumulado do ano (janeiro a maio), as exportações totalizam US$ 131,1 bilhões e as importações, US$ 106,0 bilhões, um saldo positivo de US$ 25,1 bilhões e corrente de comércio de US$ 237,0 bilhões.

Fator importante na análise da vitalidade da economia, o aumento da corrente de comércio e a geração de expressivo saldo positivo para os primeiros 05 meses do ano, comprovam que a retomada da economia brasileira se dá também a partir da inserção de nossa economia no comércio mundial.

INFLAÇÃO

Maior obstáculo ao crescimento econômico sustentável e inimigo número 1 das famílias, a taxa de inflação tem sido enfrentada pelo governo brasileiro através da redução dos impostos, visando baratear os preços, redução do imposto de importação, com o objetivo de incentivar a importação de produtos e equilibrar a oferta interna, elevação da taxa de juros básica, dentre outras medidas.

Neste esforço, o país tem negociado com a Rússia a aquisição de fertilizantes que são necessários para manter e até aumentar a produção do agronegócio, assegurando assim, a segurança alimentar não só dos brasileiros, bem como, do mundo.

• MÊS 2022 | Janeiro 0,54 | Fevereiro 1,01 | Março 1,63 | Abril 1,06 | Maio 0,4

Com mais produção do agronegócio, o governo trabalha para evitar aumentos maiores de preços. Ocorre que nosso agronegócio alimenta aproximadamente 1,2 bilhão de pessoas no mundo, e, portanto, a pressão da demanda externa termina pressionando os preços aqui dentro, pois a fonte de produção é a mesma.

Esta inflação, no entanto, não é uma inflação só de demanda, é também uma inflação de oferta, ou seja, as matérias primas, insumos, materiais de embalagem e fretes estão mais caros, e, por vezes, escassos, em função da desorganização internacional das cadeias produtivas, culpa não só da pandemia, mas também, agora, da guerra da Ucrânia.

Assim sendo, este cenário mundial de inflação alta, pode ter uma vida mais longa do que o desejado.

Ocorre que, por aqui, as medidas estão surtindo os efeitos possíveis e a taxa de inflação que percorreu uma curva ascendente entre janeiro e março, agora desenha uma curva descendente entre março e maio, e, segundo o último boletim FOCUS – BACEN deve terminar 2022 em 8,89% a.a.

SELIC

Trabalhando o remédio amargo para domar a inflação, o governo tem mantido a SELIC em patamar elevado e deve, segundo o Boletim FOCUS – BACEN, terminar o ano em 13,25% a.a.

• MÊS X ANO 12/2021 9,25 | 02/2022 10,75 | 03/2022 11,75 | 05/2022 12,75 | 06/2022 13,25

SELIC preocupa, no entanto, nenhum cidadão brasileiro contrata, geralmente, seu empréstimo em SELIC, que é uma taxa referencial interbancária. Na verdade, nossos juros estão estratosféricos em função da concentração bancária, assunto que já tratamos em nossos artigos diversas vezes.

Assim, os juros do cheque especial, cartão de crédito, desconto de títulos, contas garantidas, financiamento de veículos etc. pouco ou nada tem relação direta com a SELIC.

Todavia, uma economia saudável precisa ter uma baixa taxa referencial de juros e uma taxa de inflação sob controle.

PRODUTO INTERNO BRUTO – PIB - BRASIL

Após o PIB da pandemia de 2020, que nos trouxe de volta o PIB negativo, experimentado antes em 2015 e 2016, voltamos a crescer forte em 2021, e, segundo previsão IPEA, voltaremos a crescer de forma mais moderada em 2022.

• ANO X INFLAÇÃO 2016 / -3,31 | 2017 / 1,06 | 2018 / 1,12 | 2019 / 1,14 | 2020 / -4,1 | *2021 / 4,6 | 2022 / 1,8

Este crescimento moderado, dentre outros fatores, é reflexo ainda da desorganização das cadeias produtivas mundiais em função da pandemia, mas também, agora com a agravante da guerra da Ucrânia que também provocou a elevação dos preços dos combustíveis ao redor do mundo.

Ao fim e ao cabo, vemos que os principais índices de nossa economia, aqui analisados, estão num bom caminho ou em vias de entrar num bom caminho. Para um país de economia ainda periférica, enfrentamos com méritos as dificuldades que se apresentaram e ainda se apresentam no contexto mundial.

Outro fator de desestabilização de qualquer economia é o fator eleição.

Neste particular, acredito, que o grau de enfrentamento ideológico e midiático que se apresenta nesta eleição, talvez, atrapalhe mais, no momento, uma melhor performance de nossa economia, do que propriamente as enormes dificuldades do cenário econômico mundial.

O bom é que faltam menos de 100 dias para o dia da eleição e os ventos estão soprando a favor de nossa economia, como vemos acima, e, assim sendo, terminaremos o ano pensando mais num futuro melhor do que num passado duríssimo.



Preços dos Combustíveis no Brasil

17/06/2022

Como é feita a composição do preço da gasolina para o consumidor final?

Centro das atenções no Brasil e no mundo, o custo dos combustíveis está sendo muito discutido. Conheceremos neste artigo a verdadeira divisão desses custos e quem fica com quanto.

A verdade, numa simples análise dos números a seguir, é que dos entes que açambarcam nosso dinheiro na divisão do fruto da exploração, o governo federal tem seguidamente retirado sua cota parte “zerando” suas posições de impostos.

Os outros dois custos relevantes, quais sejam: realização PETROBRÁS e ICMS, representam 63,16% do preço total ao consumidor da gasolina, estratosférico 74,90% no diesel B e 61,90% do gás GLP.

Ao redigir este artigo, a Câmara Federal havia acabado de aprovar o texto final do projeto de lei que determinou o teto de 17% de ICMS para combustíveis, energia, transportes coletivos, gás natural veicular e comunicações e estava enviando para sanção do presidente da República Jair Bolsonaro.

Com esta iniciativa temos a perspectiva de redução do preço ao consumidor, em face da limitação contida na lei que aliviará o consumidor no quesito ICMS.

Assim, restaria apenas o quesito “Realização Petrobrás”, este o último vilão para que tenhamos combustíveis em patamares menos onerosos no Brasil.

É momento oportuno para rever nosso artigo sobre a PETROBRÀS de 02 de novembro de 2021 onde defendemos que a empresa vive no melhor dos dois mundos: ora é estatal para preservação do monopólio e ora é privada para auferir lucros indecentes até para o sistema capitalista, se adequando melhor na definição de capitalismo selvagem.

De forma rasa, e com foco no caso concreto, poderíamos dizer que a diferença entre os dois é que o capitalismo é o sistema de maximização do lucro e o capitalismo selvagem é o sistema de maximização do lucro custe o que custar.

Apesar do monopólio, do ponto vista legal, não existir mais desde 1997, quando a lei 2004/1953 foi revogada, e, posteriormente, com a lei 9.478/2002, dentre outros marcos jurídicos, mesmo assim, de fato, o monopólio da PETROBRÁS sobre a produção e refino se perpetuou.

Com dados de 2021, contabilizamos 17 refinarias, das quais, 13 são da estatal e respondem por 98% da produção dos combustíveis.

Essa produção doméstica entrega por volta de 80% do consumo interno. Os outros 20% vêm de importadoras privadas que complementam o mercado.

Ao final do ano passado, acendeu uma luz no final do túnel e a PETROBRÁS concluiu a venda da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), localizada em São Francisco do Conde na Bahia, para o fundo de investimento árabe Mubadala Capital.

O fato é que, desonerando impostos, o governo federal avança na tentativa de reduzir o custo do transporte no Brasil.

No entanto, enquanto não redesenhar o papel da PETROBRÁS e definir se ela é estatal com direito a reter 98% do refino de petróleo no país, e, neste caso, deveria ser encarregada de defender a economia popular ou se a empresa é privada, e, neste caso, o governo deveria privilegiar e incentivar a livre concorrência, via CADE, Congresso Nacional e Políticas próprias, para garantir preços justos ao consumidor brasileiro sem ter que levar em conta interesses de investidores privados, não haverá harmonia no setor e perpetuamos esta eterna queda de braço entre investidores protegidos por leis, até, internacionais, e 215 milhões de brasileiros.

Por fim, é importante resgatar que esta situação de interesses antagônicos, se materializou em 2010, quando o governo federal resolveu vender a investidores estrangeiros na bolsa de valores ações da empresa, permitindo a entrada de investidores, inclusive, vários fundos soberanos da Ásia e Oriente Médio, que passaram a ter direitos dentre da PETROBRÁS, como sócios investidores.

São justamente estes gigantes do metal capital internacional que hoje pressionam a empresa e rivalizam com o governo federal, por práticas capitalistas selvagens em detrimento da economia nacional.

Ao fim e ao cabo, o governo federal, hoje, tem uma tarefa hercúlea, que é o de resolver o imbróglio societário que o próprio governo federal, há época em 2010, meteu o Brasil. Seja reestatizando a PETROBRAS, e, para isso terá que recomprar as ações vendidas ou privatizando de vez a empresa e abrindo integralmente o mercado a todo e qualquer investidor que queira participar deste mais do que lucrativo mercado do petróleo, notadamente, no Brasil.

Amazônia: a mais rica e cobiçada região brasileira

02/06/2022

A região mais importante e vigiada do planeta é motivo de disputa e cobiça mundial

A região que abriga a floresta mais importante e vigiada do planeta, tem 60% de sua área no Brasil e é motivo de disputa e cobiça mundial.

Os números são monumentais. A Amazônia é o maior bioma do Brasil: num território de 4,196.943 milhões de km2 (IBGE,2004), crescem 2.500 espécies de árvores (ou um-terço de toda a madeira tropical do mundo) e 30 mil espécies de plantas (das 100 mil da América do Sul).

A bacia amazônica é a maior bacia hidrográfica do mundo: cobre cerca de 6 milhões de km2 e tem 1.100 afluentes. Seu principal rio, o Amazonas, corta a região para desaguar no Oceano Atlântico, lançando ao mar cerca de 175 milhões de litros d’água a cada segundo.

Quando se fala de Amazônia os números e as narrativas são monumentais e estratosféricos. Então, vamos procurar trabalhar, o máximo possível, com números oficiais e de fontes seguras.

Uma região que transpira riqueza de todas as formas, contribui com relevância em inúmeros segmentos econômicos e científicos brasileiros através dos bens e serviços que os ecossistemas florestais fornecem.

Conheça as riquezas amazônicas
Matérias-primas - madeira, combustíveis e fibras; material genético; controle biológico; alimentos; produtos farmacêuticos; recreação, ecoturismo e lazer; fonte de recursos educacionais; fonte de cultura indígena e amazônica; estudos para o controle de erosão, enchentes, sedimentação e poluição; estudos para armazenamento de água em bacias hidrográficas, reservatórios e aquíferos; estudos para controle de distúrbios climáticos como tempestades, enchentes e secas; proteção de habitats utilizados na reprodução e migração de espécies; tratamento de resíduos e filtragem de produtos tóxicos; regulação dos níveis de gases atmosféricos poluentes; regulação de gases que afetam o clima e ciclagem de minerais.

Estima-se que o setor de base florestal, que atua basicamente em seis cadeiras produtivas, seja responsável por 4% do PIB brasileiro e pela geração de 6 milhões de empregos.

Minerais encontrados na Amazônia: ferro, manganês, cobre, alumínio, zinco, níquel, cromo, titânio, nióbio, fosfato, ouro, prata, platina, paládio.
Retrato do Bioma Amazônico:
Área: 4.196.943 Km² = 40% do território nacional.

Estados: Acre, Amapá, Amazonas, Pará e Roraima, e parte do território do Maranhão, Mato Grosso, Rondônia e Tocantins.

Ecossistemas: Florestas densas de terra firme, florestas estacionais, florestas de igapó, campos alagados, várzeas, savanas, refúgios montanhosos e formações pioneiras.

Fauna: Estimados em 20% de toda a fauna do planeta, encontramos, 427 mamíferos, 1294 aves, 378 répteis, 400 anfíbios, e 3000 peixes e mais de 100 mil invertebrados (G1 2017).

Pesquisas chegaram a indicar que existem na Amazônia cerca de 45 mil espécies de plantas e animais vertebrados de toda espécie.

Vegetação
• A vegetação divide-se em três categorias: matas de terra firme, matas de várzea e matas de igapó.

• As matas de terra firme, situadas em regiões com maior altitude, não sofrem com inundações. Por isso, são o lar de árvores de grande porte, como a castanheira-do-pará e a palmeira.

• As matas de igapó são as mais baixas e por isso sofrem com frequentes inundações. Em consequência, a vegetação é baixa do tipo arbustos, cipós e musgos. É lar da vitória-régia, um dos símbolos da Amazônia.

• As matas de várzea são as que ostentam tanto terras mais elevadas, cujas características se assemelham as matas firmes quanto terras mais baixas cujas características se assemelham as matas de igapó.
Solo
• O solo da floresta amazônica é em geral arenoso. Tem como características fina camada de nutrientes que se forma a partir da decomposição de folhas, frutos e animais mortos.

• Camada está rica em húmus, matéria orgânica muito importante para algumas espécies de plantas da região. Estima-se que apenas 14% de todo o território pode ser considerado fértil para a agricultura.

Relevo

As áreas de planícies – planície amazônica – são constantemente inundadas pela água dos rios e a região de planaltos – planalto das Guianas – representam as terras mais altas. É nesse planalto que se encontra o Pico da Neblina, ponto mais alto do Brasil, com cerca de 3.015 metros.

Água

A floresta amazônica possui a maior bacia hidrográfica do planeta. Seu principal rio é o Amazonas, que possui mais de mil afluentes, sendo o mais largo do mundo e esteio do desenvolvimento da floresta.

De forma geral, os rios são classificados em três tipos:

1. Rios de águas barrentas: Como o Madeira e o próprio Amazonas;

2. Rio de águas claras: Como o Xingu, Tapajós e Trombetas;

3. Rio de águas pretas: Tendo no Rio Negro seu mais conhecido representante.

Clima

É o chamado clima equatorial úmido, onde chove bastante e a temperatura é elevada, normalmente, variando entre 22ºC e 28ºC, características de áreas próximas à linha do Equador.

Patrimônio Mineral, Princípios Ativos e Madeira

O Brasil é um dos maiores detentores de reservas de minérios do mundo e a Amazônia é uma das sedes brasileiras dessas riquezas.

A Amazônia Lidera na questão dos princípios ativos que suprem às bilionárias indústrias farmacêutica e de cosmético.

Também contribuem fortemente com as exportações de madeira para o mundo. Neste segmento, EUA, França, China, Holanda e Bélgica lideram o ranking dos 20 países que adquirem madeira no Brasil.

Mas o ponto crítico é que, o roubo dessas riquezas brasileiras, estima-se, excede o mercado formal.

Àqueles que acusam o Brasil de ser omisso em relação a extração ilegal de madeiras, são os maiores compradores das madeiras ilegais.

Denúncia da Polícia Federal, através do superintendente da Polícia Federal no Amazonas, delegado Alexandre Saraiva, dá conta que 90% da madeira exportada pelo Brasil é ilegal e na ponta compradora estão 19 países, quais sejam: EUA, Alemanha, Espanha, Inglaterra, Portugal, França, Holanda, Bélgica, China, Tailândia, Estônia, Lituânia, Itália, República Dominicana, Haiti, Porto Rico, Taiwan, Índia e México. (Fonte: agência Amazônia Real- 3 anos atrás)

O que é mais fácil, cada país desses 19 cuidarem de suas fronteiras para não haver entrada de madeira ilegal ou o Brasil cuidar de 4,1 milhões de Km2 da Amazonia para que não retirem madeira ilegal? Ou seja, quem nos acusa é justamente quem facilita o crime.

A Biopirataria, termo usado pela 1° vez em 1993 pela hoje ETC-Group, ou como prefere a Organização Mundial de Propriedade Intelectual – OMPI, a biogrilagem, se caracteriza pela exploração ilegal de recursos naturais, animais, sementes e plantas, bem como, a apropriação e monopolização de saberes tradicionais dos povos nativos.
Na prática, conhecimentos de séculos dos povos nativos, no nosso caso, o povo da Amazônia brasileira, são pirateados e terminam patenteados por multinacionais e instituições científicas que passam a ser detentoras da propriedade daqueles princípios e processos.

“Em várias regiões da Amazônia pesquisadores estrangeiros desembarcam com visto de turista e entram na floresta muitas vezes infiltrando-se nas comunidades tradicionais ou nas áreas indígenas. Ali, estudam as espécies vegetais ou animais, seus usos e suas aplicações. A seguir, com o auxílio dos povos da floresta, coletam exemplares, e, de posse dessas informações, voltam a seus países onde o conhecimento de nossas populações nativas é utilizado pelas indústrias de remédios ou de cosméticos” (Biopirataria – Exploração Ilegal de Recursos no Brasil).

Para Vandana Shiva, autora do livro “Biopirataria” (Editora Vozes), a biopirataria pode ser entendida como a “pilhagem da natureza e do conhecimento”. Segundo ela, o movimento de apropriação e semelhante ao saque de recursos naturais realizados no Brasil na época do descobrimento..
Assim sendo, vemos o Brasil frequentemente ser acusado do crime de não cuidar bem da Amazônia, quando na verdade, são eles, os acusadores, sempre ONG internacionais ligadas obscuramente aos capitais ilegais internacionais, que verdadeiramente cometem os crimes de biopirataria e contrabando.

Nos faz lembrar do decálogo de Lenin: “acuse-os do que você faz, chame-os do que você é”.

Ao fim e ao cabo, esta riqueza incomensurável que é a Amazônia brasileira está sendo, paulatinamente, roubada de nós e os assaltantes se defendem nos acusando, e, pior, encontra caixa de ressonância em alguns segmentos nacionais cooptados que constroem narrativas que dão respaldo aos criminosos, e, por vezes, nos fazem procurar em nós mesmos a culpa que não cabe às vítimas.

Fontes: www.educacao.uol.com.br
ISPN – INSTITUTO SOCIEDADE POPULAÇÃO E NATUREZA
PORTAL AMAZÔNIA
INTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATISTICA - IBGE




A pandemia, a guerra na Ucrânia e a inflação pelo mundo hoje

13/05/2022

Inimaginável, tornou-se realidade: grandes economias sofrendo com altas taxas de inflação

Um dos grandes adversários da economia, a inflação, preocupa cada vez mais o mundo hoje. Antes o que era inimaginável, tornou-se realidade: grandes economias sofrendo com altas taxas de inflação.
A Zona do euro, que abriga 05 das 15 maiores economias do mundo, a saber: Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Espanha, apresentou inflação de 7,4% a.a. agora em março passado. É a maior taxa desde que o euro foi adotado como moeda comum em 1999.

A Zona do euro, é composta por 19 países: Bélgica, Alemanha, Estônia, Irlanda, Grécia, Espanha, França, Itália, Chipre, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Holanda, Áustria, Portugal, Eslovênia, Eslováquia e Finlândia.
Neste conjunto de países a inflação oscilou entre as maiores: Lituânia 15,6%, Estônia 14,8% e República Tcheca 11,9% e as menores Malta 4,5%, França 5,1% e Portugal 5,5%.

A maior economia da zona do euro, a Alemanha atingiu uma taxa de inflação de 7,4% a.a. em abril. É a maior taxa desde 1981, portanto, a maior em 41 anos.
Outro gigante mundial, os EUA, também sofre com a inflação. A taxa atingiu agora em março próximo passado, a incrível marca de 8,5% a.a. Estamos falando da maior economia do mundo. Esta taxa é a maior desde dezembro de 1981.

Na China, a segunda maior economia do planeta, a taxa de inflação medida pelo índice de preços ao produtor (PPI), atingiu em março próximo passado a marca de 8,3% a.a.

Em relação ao índice do consumidor saltou para 2,1%, base abril 2022. Importante ressaltar que se trata de uma economia controlada por um governo central, que exerce um controle político ditatorial, portanto, os índices podem ser diferentes da realidade.
Quanto ao Brasil, atingimos a taxa de 12,13% a.a., e se constitui a maior taxa, medida pelo critério dos últimos 12 meses, desde outubro de 2003, que atingiu a marca de 13,98%.
A alta da inflação ao redor do mundo, tem várias causas, a maioria comum a todos os países: pandemia, guerra da Rússia x Ucrânia, monetização da economia por parte dos governos para apoio às populações e empresas, desequilíbrio oferta x demanda em função da desarticulação da logística mundial, incluindo neste tópico a alta do custo dos fretes, dentre outros fatores.

Apesar da crise mundial, o Brasil, na condição de país em desenvolvimento, porém, ainda uma economia periférica, comparada aos gigantes mundiais e a zona do euro, tem se mostrado com ótima capacidade de reação.

Se não, vejamos:

A partir do aumento do PIB em 2021 na ordem de 4,6% e a continua queda no nível do desemprego nacional, aliados aos frequentes recordes do agronegócio brasileiro e a ótima performance da balança comercial, o país vem conseguindo, a duras penas, uma travessia a menos dolorosa possível.
Por falar em balança comercial, o Brasil acumulou até abril deste ano U$ 19,947 bilhões de superavit, fruto de U$ 101,185 bilhões em exportações e U$ 81,238 bilhões em importações, totalizando U$ 182,424 bilhões de corrente de comércio exterior, 25% superior ao mesmo quadrimestre de 2021.

Voltando a inflação, se comparado ao vizinho e companheiro do Mercosul Argentina, com inflação acima de 50%, sem falar na destruída Venezuela com 686% e observando o cenário mundial, demonstrado acima, veremos que, apesar de uma inflação de dois dígitos, a economia brasileira está sob controle e caminha para uma forte redução, confirmada pelo boletim Focus – BANCEN de 29 de abril de 2022, que destacou a previsão de uma inflação ao final de 2022, num patamar comportado de 7,95%.

Está previsão do FOCUS -BACEN, somada aos últimos atos do governo federal reduzindo impostos, notadamente, naqueles itens que estão pressionando a inflação, facilitando às importações com objetivo de redução de preços internos, obtendo 27 navios de fertilizantes russos, o que garantirá nova safra recorde em 2022/2023, administrando a alta da SELIC que contribuirá para uma contenção da taxa de inflação, dentre outras ações, nos leva a confiar que ao final do ano, não havendo novos sobressaltos na economia mundial, poderemos comemorar 2022 como ano de passagem da crise para a volta ao crescimento econômico no Brasil e melhoria definitiva no nível de emprego.

Ao fim e ao cabo, apesar de todas as dificuldades que esses últimos 02 anos trouxeram para a economia mundial, e, ainda trilhando este 2022 em plena guerra Rússia x Ucrânia, o Brasil conseguiu subir uma posição no ranking de países que mais atraíram investimentos externos, ocupando agora a 7° posição, segundo levantamento da Conferência das Nações Unidas Sobre Comércio e Desenvolvimento – UNCTAD.
Nossa performance, nos levou de U$ 28 bilhões em 2020 em investimentos diretos estrangeiros para U$ 58 bilhões em 2021, representando um aumento de 133%. Esta confiança do mundo no Brasil, precisa urgentemente contaminar a todos nós.


Governo federal amplia redução no IPI para 35%

29/04/2022

Corte atual é de 25%, mas governo entendeu que era preciso elevar o desconto, para tentar estimular a economia. Medida representa menos R$ 15,2 bilhões em receitas com impostos só em 2022.

O governo federal ampliou para 35% a redução no Imposto de Produtos Industrializados (IPI) para uma lista de artigos. O corte anterior era de 25%. O decreto com a medida foi publicado no "Diário Oficial da União" desta sexta-feira (29).

O ministro da Economia, Paulo Guedes, já havia anunciado que o governo tomaria a decisão.

O novo corte beneficia um série de produtos industrializados, entre eles:

• Calçados
• Tecidos
• Artigos de metalurgia
• Aparelhos de TV e de som
• Carros
• Armas
• Móveis
• Brinquedos
• Máquinas


Segundo o governo, a medida visa ajudar na recuperação econômica do país. De acordo com as contas da equipe econômica, o corte representa uma diminuição da receita do governo com impostos de:

• R$ 15, 2 bilhões em 2022
• R$ 27,3 bilhões em 2023
• R$ 29,3 bilhões em 2024

"A presente medida objetiva estimular a economia, afetada pela pandemia provocada pelo coronavírus, com a finalidade de assegurar os níveis de atividade econômica e o emprego dos trabalhadores", escreveu a Secretaria de Governo em nota.

O IPI incide sobre os produtos industrializados, e o valor costuma ser repassado ao consumidor no preço final das mercadorias. O imposto possui várias alíquotas, que variam, em sua maior parte, de zero a 30%, mas que podem chegar a 300% no caso de produtos nocivos à saúde.

Pela lei, o governo federal pode alterar o IPI por decreto, sem que a alteração precise passar pelo Congresso. Também não é necessário apontar uma fonte de receita para compensar a diminuição na arrecadação. O novo corte entra em vigor a partir de 1º de maio.
Em 25 de fevereiro deste ano, o governo havia publicado um primeiro decreto, reduzindo o IPI em até 25%.


Conheça os números do Mercado de Combustíveis no Brasil

29/04/2022

A concentração na oferta sempre causa desajustes e distorções em qualquer segmento econômico.

Quando se estabelece em um setor crucial como o de distribuição de combustíveis, neste caso, gasolina e diesel, se torna um peso gigantesco e quase insuportável para toda a sociedade.

Estamos falando de um mercado de 62,1 bilhões de litros de óleo diesel, máxima histórica registrada em 2021, na esteira do bom desempenho da agropecuária, da mineração, da construção civil e do comércio eletrônico.

Também falamos de 39,3 bilhões de litros de gasolina em 2021. Alta de 9,7% em relação a 2020.

São mercados imensos que comportam dezenas de concorrentes, porém, sofremos neste segmento, distribuição de combustível, do mesmo mal que acomete outros setores da economia nacional: concentração da oferta.

E a má notícia é que o setor de distribuição de combustíveis fechou o ano de 2021 com maior grau de concentração do que tinha em 2020.

De acordo com dados da Agência Nacional de Petróleo - ANP, a participação de mercado das três líderes, Vibra (ex-BR Distribuidora), Raíze e Ipiranga, somadas, alcançou 69,81% nas vendas de diesel, o que representa alta de 1,4 ponto percentual em relação a 2020 e 62,13% na gasolina, com crescimento em relação a 2020 de 2,2 pontos percentuais.

Participação da Vibra, Raízen e Ipiranga nas vendas de diesel e gasolina no mercado brasileiro

Obs. Dados da participação somada das 03 distribuidoras: Vibra, Raízen e Ipiranga.

Foi uma reversão da tendência de desconcentração observada nos últimos anos na distribuição de diesel e gasolina.

Uma saída para esta concentração é a importação, porém, a viabilidade da importação depende muito da política de preços praticada pela Petrobrás.

Quando os preços da Petrobras ficam abaixo da paridade internacional, as importações perdem atratividade.

Oportuno lembrar que a própria Petrobrás foi monopolista do mercado de refino até 2021. Este monopólio só foi quebrado no fim de 2021, com a conclusão da venda da refinaria RLAM (BA) para o Mubadala. Portanto, hoje temos 11 refinarias com a Petrobras e 01 com a Mubadala.

• A Raízen (incluídos os números da Petróleo Sabbá) aumentou em 1,68 p.p. a fatia no mercado de diesel e em 1 p.p. no mercado da gasolina.

• A Vibra viu sua participação aumentar 1,2 p.p. na gasolina e 0,2 p.p. no diesel.

• Já a Ipiranga perdeu mercado: 0,5 p.p. no diesel. Na gasolina, a participação se manteve relativamente estável.

Quanto aos preços, a gasolina subiu cerca de 46% em 2021. Segundo dados da ANP (Agência Nacional de Petróleo), o combustível custava, em média inicial, R$ 4,6 na bomba dos postos de combustíveis. Em dezembro, preço médio era de R$ 6,67, flutuação entre R$5,2 a R$7,9.
O diesel também teve alta semelhante. Passou de R$ 3,6, para R$ 5,3, Alta de 47%. Flutuação entre R$ 4,00 e R$ 6,9.
Outros combustíveis

O etanol teve queda de 13% nas vendas entre 2021/2020, perfazendo 2021 na marca de 16,7 bilhões de litros vendidos, bem abaixo do recorde de 22 bilhões de litros de 2019.

Em 2021 o etanol teve alta de preço de 59%. Saiu de um preço médio de R$ 3,2 em janeiro e passou para R$ 5,1 em dezembro.

As vendas de querosene de aviação (QAV) continuaram abaixo da época pré-pandemia, porém 22,8% acima do desempenho do ano 2020, totalizando 4,3 bilhões de litros em 2021, informam os dados levantados pela ANP.

Ao fim e ao cabo, verificamos que o mercado de combustíveis no Brasil, dada a dinâmica da sua economia e a extensão do seu território, é gigante e não se concebe mais vivermos sob o julgo de monopólios e concentrações na oferta, que exploram e subjugam as empresas e a economia popular.


Ministério da Economia anuncia medidas para facilitar acesso de empreendedores ao crédito

25/04/2022

Com o Crédito Brasil Empreendedor, governo bancará garantias para destravar a liquidez dos bancos

O governo federal anuncia nesta segunda-feira (25/4) o Programa Crédito Brasil Empreendedor, composto por um conjunto de medidas para facilitar o acesso ao crédito a empreendedores de diversos portes. Iniciativa da Secretaria de Produtividade e Competitividade (Sepec) do Ministério da Economia, o programa tem como um dos destaques a Medida Provisória do Crédito, que deverá alavancar R$ 23 bilhões em financiamentos.

A MP do Crédito altera a legislação que disciplina diversos programas de financiamento público e acesso ao crédito em vigor: Fundo Garantidor da Habitação Popular (FGHab), Fundos Garantidores de Risco de Crédito para Micro, Pequenas e Médias Empresas e Programa Emergencial de Acesso a Crédito (Peac). Do total a ser alavancado em financiamentos pela MP, R$ 21 bilhões referem-se ao Programa Emergencial de Acesso a Crédito – Fundo Garantidor para Investimentos (Peac-FGI); e R$ 2 bilhões ao FGHab.
Segundo a secretária especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, Daniella Marques, "são recursos que estavam parados nos bancos. O Tesouro não terá desembolso". "Com as medidas, o crédito foi ampliado e atinge um leque maior de empreendedores. Estamos democratizando o acesso das MPEs ao crédito em condições antes disponíveis apenas para empresas maiores”, completa.

Em relação ao Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), a Câmara dos Deputados aprovou em 12 de abril último o substitutivo ao Projeto de Lei nº 3.188/21, aprovado no Senado Federal, que altera as regras do programa. Pela proposta, os recursos do Pronampe poderão ser reutilizados para novos empréstimos até dezembro de 2024.

O substitutivo dispensa todos os agentes financeiros do programa da exigência de certidões de regularidade fiscal, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e outras que restringem o acesso ao PEAC-FGI e ao PEC. Fica mantida apenas a obrigatoriedade de regularidade previdenciária da empresa tomadora.

Emenda ao PL nº 3.188/21, aprovada na Câmara dos Deputados, também reedita o Programa de Estímulo ao Crédito (PEC), destinado à realização de operações de crédito a pessoas físicas ou jurídicas, com receita bruta anual de até R$ 300 milhões. Estima-se que, com essa reedição, até 31 de dezembro de 2022 sejam contratados R$ 14 bilhões amparados pelo programa.

Aprovado por ampla maioria (447 votos a 9), o projeto permitirá novas operações de crédito com recursos emergenciais para empréstimos a micro e pequenas empresas, mas, com as emendas realizadas pela Câmara, ele deverá retornar ao Senado antes de seguir para a sanção presidencial.

Também no sentido de facilitação de acesso ao crédito, a Presidência da República editou o Decreto nº 11.022, de 31 de março de 2022, zerando o valor do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) até o fim de 2023 para o Peac, o PEC e o Pronampe – voltados ao atendimento do público de pequenos negócios.

Bancos

O Pronampe – medida de auxílio criada pelo governo federal em 2020 e que passou à condição de programa permanente – atende hoje às microempresas e pequenas empresas com faturamento de até R$ 4,8 milhões.

A expectativa é que, com o Crédito Brasil Empreendedor, o Pronampe movimente em torno de R$ 50 bilhões em créditos junto aos bancos.

A maior parte do dinheiro a ser movimentado por todas essas medidas do Programa Crédito Brasil Empreendedor será dos bancos. Hoje, a principal dificuldade dos empreendedores para terem acesso ao crédito é a falta de garantias. O governo federal bancará essas garantias como forma de destravar a liquidez dos bancos para que mais empreendedores tenham acesso ao crédito. Somadas, as medidas anunciadas ofertam recursos que estavam parados.
Fundos Garantidores

O Fundo Garantidor de Habitação Popular é um fundo privado constituído pela Lei nº 11.977/2009 e tem como finalidade garantir o pagamento da dívida devida pelo mutuário final aos agentes financeiros do financiamento habitacional no âmbito do Sistema Financeiro da Habitação. Entre as alterações na Lei do Fundo Garantidor de Habitação Popular, há a inclusão, às suas finalidades, da garantia direta, ou indireta, de parte do risco em operações de financiamento habitacional no âmbito do Sistema Financeiro da Habitação contratadas a partir de 2022. Além disso, as operações contratadas no âmbito do Programa Casa Verde e Amarela poderão contar com a cobertura do Fundo Garantidor de Habitação Popular.

Já os Fundos Garantidores de Risco de Crédito para Micro, Pequenas e Médias Empresas são de natureza privada e têm como objetivo garantir, direta ou indiretamente, o risco em operações de crédito para microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte, empresas de pequeno e médio porte e autônomos, instituídos pela Lei nº 12.087/2009.
A partir da edição dessa MP, o Programa Emergencial de Acesso a Crédito, instituído pela Lei nº 14.042/2020, também passa contemplar as garantias de empréstimos obtidos por microempreendedores individuais, além dos efetuados por pequenas e médias empresas, associações, fundações de direito privado e cooperativas – excetuadas as cooperativas de crédito – como forma de auxílio às empresas em razão da crise econômica decorrente da pandemia da Covid-19. A MP ainda estende a vigência do programa até 31 de dezembro de 2023.

O peso das micro e pequenas empresas

As micro e pequenas empresas (MPE) representam cerca de 99% do total das empresas brasileiras e são responsáveis por 62% dos empregos e por 27% do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2020, o governo adotou um pacote de medidas de estímulo à economia para mitigar os efeitos do novo coronavírus, em um montante superior a R$ 1,169 trilhão.

Às MPEs e aos microempreendedores individuais (MEI) foram concedidos diferimento de impostos como o Simples Nacional, contribuições da seguridade social e pagamento de débitos; possibilidade de redução de jornada de trabalho e suspensão de contratos; auxílio emergencial aos MEI; e linhas de crédito específicas para o segmento.

Somados, o Programa Emergencial de Suporte a Empregos (Pese), Pronampe e Peac (nas modalidades FGI e Maquininhas) ampararam, até 31 de dezembro de 2021, a concessão de créditos no valor de aproximadamente R$ 166 bilhões, em mais de 1,2 milhão de contratos.

Câmara aprova prorrogação do Pronampe

12/04/2022

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (12) o projeto de lei que prorroga até o fim de 2024 o uso de recursos emergenciais do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). A matéria retornará ao
Senado devido às mudanças.

O texto aprovado adia para 2025 a devolução ao Tesouro Nacional de valores não utilizados do fundo relativos a empréstimos por meio do Pronampe.

O programa foi criado em maio de 2020 para auxiliar financeiramente os pequenos negócios e, ao mesmo tempo, manter empregos durante a pandemia de covid-19.

A proposta também torna permanente o uso de recursos do Fundo de Garantia de Operações (FGO) em operações não honradas. Segundo o relator, deputado Marco Bertaiolli (PSD-SP), foram mais de R$ 60,7 bilhões de créditos ofertados a mais de 826 mil empresas.
“Ambos os dispositivos se revelam de grande relevância para a continuidade das operações do Pronampe, que continuam a ser necessárias, uma vez que persistem as dificuldades enfrentadas sobretudo por microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte, bem como por profissionais liberais. Trata-se, afinal de um segmento que é particularmente afetado durante períodos de retração da atividade econômica como o que ainda presenciamos”, afirmou Bertaiolli.

O texto do relator dispensou as empresas do cumprimento da cláusula de manutenção de quantitativo de empregos prevista nas contratações até 31 de dezembro de 2021. Essa regra voltará a valer para os empréstimos tomados a partir de 2022.
Estímulo ao Crédito

A proposta inclui também modificações no Programa de Estímulo ao Crédito (PEC), para incluir o acesso a empresas de médio porte com até R$ 300 milhões de receita bruta anual. Atualmente, esse programa é destinado somente a microempreendedores individuais (MEI), a micro e pequenas empresas, a produtores rurais e a cooperativas e associações de pesca e de marisqueiros.

Até o momento, a receita limite é de R$ 4,8 milhões. As contratações de operações desse programa, cujo prazo de funcionamento tinha acabado em 2021, serão reabertas até dezembro de 2022.

O PIB na Economia Mundial em 2020 - 2021

08/04/2022

Confira o crescimento e queda do Produto Interno Bruto das maiores economias do mundo

A oscilação do Produto Interno Bruto das nações entre 2020 e 2021, oferece uma noção do tamanho do desafio que a economia mundial enfrenta em função da pandemia.

Cenário inédito na história, a economia mundial, com foco no G20 que é o grupo dos 19 países + União Europeia – UE, sob a ótica do Produto Interno Bruto – PIB, experimentou em 2020 (2020/2019) uma queda de -4,28% para logo em seguida pontuar um crescimento de 5,61% (2021/2020). (média aritmética do PIB de 19 países integrantes do G20 e a média aritmética global da EU, composta de 28 países).

Esta oscilação desarticulou as cadeias produtivas e de logística mundiais e levou o caos aos preços provocando desabastecimento e descontrole inflacionário em todo o mundo (ver nossa coluna da semana passada).

A reorganização dessas cadeias não é tarefa fácil e exigirá ainda muito tempo para voltar à normalidade.

A boa notícia é que tanto o PIB como as taxas de inflação no mundo já estão desenhando uma tendência de recuperação e estabilidade em 2022, com raras exceções.

Uma das principais vítimas desta oscilação e suas consequências têm sido o nível de emprego. Com impactos diferentes em função da estrutura da economia de cada país, exigiu políticas sociais diferenciadas, efetivas, e, principalmente, atreladas à renda.

Um dos aspectos positivos das políticas públicas atreladas à renda é seu alto grau de direcionamento ao consumo, o que gera aumento na atividade econômica, realimentando o ciclo virtuoso da economia.

O ciclo virtuoso na economia se estabelece na melhor sinergia envolvendo:
investimento - geração de emprego, renda e consumo - geração de resultados que realimenta o investimento.

Adicionalmente, este círculo virtuoso também é responsável pela geração de tributos que financia a atividade de governo, notadamente, saúde, educação e segurança.
A reversão da taxa negativa de -4,28 % em 2020 para a taxa positiva de 5,61% em 2021, e, a boa perspectiva para 2022, oferece um cenário propício aos empreendedores e investidores continuarem a fomentar negócios e aumentar cada vez mais a atividade economia global.

O caso do Brasil é um retrato do que aconteceu no mundo. De uma retração em 2020 de -3,9% passou em 2021 para um crescimento de 4,6%. Do ponto de vista comparativo, se recuperou com folga em relação à época pré-pandemia.

Ocorre que, agora, o crescimento de 2022 será um crescimento real, ou seja, não em cima da recuperação da retratação de 2020, mas em cima do PIB real de 2019, antes da pandemia.

Adicionalmente, 2022 ainda será um ano afetado pelos efeitos da crise de desabastecimento e logística, e, agora, também com os efeitos, ainda imensuráveis, da guerra entre Rússia e Ucrânia. Caso o conflito se encerre em breve, os efeitos negativos poderão ser recuperados ao longo do ano, caso contrário, corremos o risco, dependendo do agravamento da crise provocada pela guerra, de termos mais um ano perdido do ponto de vista de crescimento econômico.


Condic aprova R$ 163 milhões em investimentos para Pernambuco; 846 vagas serão geradas

05/04/2022

Reunião representou um aumento de 380% nos investimentos em comparação com o primeiro trimestre de 2021

R$ 163 milhões foram aprovados em investimentos para Pernambuco durante a 118ª reunião do Conselho Estadual de Políticas Industrial, Comercial e Serviços (Condic). O Conselho também anunciou a criação de 846 vagas de empregos futuras no Estado.

O anúncio do Governo do Estado foi expressivo e contou com um volume de investimentos maior em comparação com o primeiro trimestre de 2021. Quanto aos investimentos, os aportes ultrapassam 380% de aumento, visto que no mesmo período do ano passado foram anunciados R$ 42 milhões, contra os R$ 163 milhões atuais. Já no aspecto dos empregos, o crescimento é de 260% em 2022 com a geração dos 846 postos, já que em 2021 foram anunciadas 325 vagas.

Dos 846 empregos gerados, 170 (20%) são na Região Metropolitana do Recife (RMR) e outros 676 (80%) no interior do estado. A 118ª reunião contemplou empreendimentos em 13 municípios, sendo 7 no interior, Serra Talhada, Sertânia, Caruaru, Lagoa Grande, Petrolina, Canhotinho e Limoeiro; e 6 na Região Metropolitana do Recife, sendo Recife, Jaboatão dos Guararapes, São Lourenço da Mata, Itapissuma, Paulista e Cabo de Santo Agostinho.

Entre os destaques aprovados, estão a Masterboi, que implantará uma unidade no município de Canhotinho, com aporte de R$ 137 milhões e a geração de 546 novos empregos; seguido pela Metalúrgica MOR S/A, ampliando a sua atuação em São Lourenço da Mata, injetando R$ 6,9 milhões e 31 novos postos; e a Neo Simera Matérias Médicos e Epis, em Jaboatão dos Guararapes, investindo R$ 5,3 milhões na ampliação das atividades.

O principal projeto aprovado na reunião foi a implantação da já anunciada fábrica da Masterboi, que está em fase de testes para iniciar sua operação, em junho, em Canhotinho. Não foi divulgado como será feito o processo seletivo das vagas. A empresa investirá R$ 137 milhões na implantação de um frigorífico industrial e um abatedouro. Quando estiver em plena atividade, o frigorífico terá uma capacidade de abater 550 gados por dia e processar 250 toneladas diárias de carne, entre bois, suínos, caprinos e ovinos.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Geraldo Júlio, os bons números deste Condic representam uma recuperação da atividade econômica. “Estamos sentindo uma mudança de mercado. As pessoas entenderam que agora é preciso arriscar, e é um papel nosso do setor público saber aproveitar esse momento. As decisões vão precisar acontecer e não dá mais para ter um comportamento passivo”, disse.

De acordo com o diretor-presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe), Roberto de Abreu e Lima, os resultados demonstram que o ano deverá ser positivo quanto aos anúncios. “A expectativa é de um ano positivo, com mais geração de emprego, abertura de empresas e até mesmo um crescimento do PIB. Estamos com investimentos para anunciar em breve, que serão significativos”, declarou.

O Condic também aprovou incentivos para projetos de importação na Região Metropolitana do Recife e Zona da Mata Sul, em Vitória de Santo Antão. As importações anuais previstas chegam a R$ 290 milhões e o recolhimento anual de ICMS previsto chegará a R$ 26 milhões. Entre as empresas com projetos de importação aprovados estão o Ache Laboratórios Farmacêuticos

A reunião aprovou ainda 10 Centrais de Distribuição com incentivos do Governo do Estado. Com isso, serão gerados R$ 163 milhões entre compras e transferências anuais previstas e R$ 14 milhões de recolhimento de ICMS por ano.

Para o presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco (Sindaçúcar/PE) e vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco, Renato Cunha, o positivo é que novas empresas cheguem ao Estado ou ampliem a produção para que novos postos de trabalho sejam gerados. “A economia mostra sinais de vitalidade voltando a irrigar Pernambuco com recursos e com a geração de empregos, dando uma capacidade maior de crescimento para o nosso Estado”, contou.

A Inflação na Economia Mundial em 2020 - 2021

02/04/2022

A alta da inflação foi a tônica no mundo em 2020 e 2021. É mais uma das consequências nefastas da pandemia.

Com foco no G-20, grupo de 19 nações mais a União Europeia, analisamos as consequências objetivas da pandemia na economia mundial, no quesito inflação.

Os efeitos foram universais, porém, afetaram com maior ou menor intensidade os países em função das características de cada economia. Por exemplo, das 10 maiores taxas de inflação em 2021, 07 são de países emergentes e só 03 de países do G7.

Por outro lado, 05 das 07 economias do
G7 tiveram taxa de inflação que há mais de 20 anos não conheciam. Os EUA experimentaram em 2021 a maior taxa de inflação desde 1982.

Esta alta generalizada da inflação não teve, obviamente, origem numa pressão de demanda, visto que os seguidos períodos de lockdown, restrição na circulação de pessoas e redução da atividade produtiva provocou queda na atividade economia ao redor do mundo e impactou negativamente no consumo.

A origem está, principalmente, dentre outros fatores, na quebra das cadeias produtivas e de logística que ocasionaram um descompasso entre demanda e oferta, provocando aumento de preço em fretes, produtos e serviços de forma generalizada em todo o planeta.

Abaixo o raio X da inflação
Obs. Dados apurados base janeiro de 2022, passível de ajustes dependendo da forma de consolidação adotada pelos países.
Obs. 2. Os dados da União Europeia envolvem os 28 países integrantes do bloco.
Obs. 3. A média aritmética abrange as taxas dos 19 países do G20 e a taxa da União Europeia

Por fim, podemos destacar, fora do escopo da nossa análise, o caso extremo da Venezuela que se constituiu na maior inflação do mundo com 686,4% em 2021.
Ao fim e ao cabo, o mundo além de sofrer do ponto de vista humanitário, também sofreu no aspecto econômico por causa desta pandemia. A boa notícia é que as economias, de modo geral, estão se recuperando, e, 2022 tende a ser um ano de consolidação desta recuperação.

Indústrias instaladas em Pernambuco podem receber apoio para soluções do seu negócio

01/04/2022

Através do programa Desenvolve.AI, empresas podem se inscrever para receberem consultorias em busca de melhorarem suas produtividades

Indústrias instaladas em Pernambuco que necessitam desenvolver ações de tecnologia para melhorar seu negócio terão a oportunidade de receberem consultoria. É que o Governo de Pernambuco, por meio da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe), lançou, ontem, a 2ª edição do Programa Desenvolve.AI. Através do programa, as indústrias podem se inscrever para solucionar gargalos que ajudarão a empresa a crescer. A Adepe investirá R$ 1,2 milhão para o desenvolvimento do projeto, que já está com inscrições abertas para as empresas através do site https://www.desenvolve.ai/.

Nesta segunda fase, 40 empresas serão apoiadas, sendo 30 de pequeno e médio porte e 10 de grande porte. Com inscrições já abertas, a 2ª edição do programa já tem início e deve durar até meados do próximo ano. Os projetos são para melhorar a produtividade da empresa, a qualidade do produto, do seu processo, entre outras soluções.

“O Desenvolve.AI visa apoiar as indústrias instaladas em Pernambuco, sejam genuinamente pernambucanas, nacionais ou multinacionais, que sempre estão precisando fazer investimentos em inovação. No caso de Pernambuco, as indústrias que têm incentivos fiscais do Prodepe [Programa de Desenvolvimento de Pernambuco] precisam investir um percentual do seu faturamento em inovação. E elas tinham uma certa dificuldade de encontrar ou dialogar com os institutos de ciência e tecnologia, universidades e startups, para poderem desenvolver essas soluções. E o Desenvolve.AI veio para fazer esse meio de campo”, explicou o presidente da Adepe, Roberto de Abreu e Lima.

Como funciona o programa
Depois da inscrição, uma comissão avalia previamente para saber se a proposta da indústria de adesão ao programa é inovadora. Pela ordem cronológica ou pela necessidade, a Adepe irá alocando as indústrias no programa, até as 40 vagas serem preenchidas.
“Em seguida, uma equipe do Porto Digital vai até a empresa para diagnosticar esses problemas e verificar quais caminhos de solução. A partir disso, as startups são chamadas para receberem esse diagnóstico e poderem detalhar o que pode ser feito. As empresas já têm alguma ideia dos problemas que têm, mas a equipe vai dar um diagnóstico mais preciso desses problemas. Toda essa consultoria é gratuita, e quando a indústria for desenvolver a solução ela utiliza os recursos do seu faturamento que devem ser destinados à inovação”, acrescentou Abreu e Lima.
A 1ª edição do Desenvolve.AI encerrou seu primeiro ciclo atendendo 10 grandes indústrias presentes em Pernambuco, totalizando R$ 9,6 milhões em investimentos. Entre as empresas atendidas, estão a Gerdau, Roca, Denso, Indorama, Akzonobel e Heineken. Os recursos foram aplicados na contratação das startups e na aplicação das soluções propostas.
“É um projeto de política pública que o Porto Digital se une com a Adepe para ajudar as empresas pernambucanas do setor industrial, que receberam incentivos e estão dentro da possibilidade do Desenvolve.AI”, disse o presidente do Porto Digital, Pierre Lucena.

Presidente do Banco Central reitera fim do ciclo com Selic a 12,75%

28/03/2022

Roberto Campos Neto ainda falou sobre a alta dos juros nos EUA e suas implicações no Brasil e sobre as razões do baixo crescimento do país

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, reiterou neste domingo a intenção de encerrar o ciclo de aperto monetário com a taxa Selic em 12,75% ao ano, em maio, e disse que, em algum momento, é "interessante parar e observar os efeitos" do ajuste.

Em entrevista ao programa “Canal Livre”, da emissora BandNews, Campos disse que o banco central brasileiro saiu na frente, levando a taxa de juros ao campo restritivo e que esse tem sido um dos fatores que têm motivado o fluxo de entrada de recursos no país.

Em entrevista ao programa “Canal Livre”, da emissora BandNews, Campos disse que o banco central brasileiro saiu na frente, levando a taxa de juros ao campo restritivo e que esse tem sido um dos fatores que têm motivado o fluxo de entrada de recursos no país.

Ele voltou a dizer que o pico da inflação deve se dar em abril. Segundo o presidente do BC, por outro lado, há muita incerteza no cenário por causa a guerra, e por isso a janela está aberta para fazer ajustes adicionais se necessário. "Mas o entendimento hoje é o de que 12,75% seria uma taxa capaz de fazer o trabalho de levar a inflação para a meta no horizonte relevante", disse.

De acordo com Campos, o mercado entendeu que o aperto da Selic tem condições de levar a inflação à meta no horizonte relevante. "Depois da última reunião do Copom, as taxas longas até caíram", observou.
Ele afirmou ainda que o efeito da política monetária leva de 12 a 18 meses para ser sentido.

O presidente do BC disse também ser importante entender o papel da energia na crise atual. Campos lembrou que os economistas achavam que, com a normalização das atividades após a pandemia, as pessoas voltariam a consumir mais serviços e menos bens, mas isso não aconteceu.

Como produzir bens demanda energia, os preços continuaram sob pressão. Isso aconteceu, lembrou, num momento em que o mundo tentava fazer uma transição para fontes de energia limpa, o que contribuiu para tornar a inflação da energia mais persistente. Em cima desse cenário, agora veio o choque dos preços do petróleo relacionado à guerra na Ucrânia.
Na visão de Campos, essa situação extrema tornou os preços de energia tão altos que podem fazer com que o consumo desacelere.

Juros nos EUA

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou que, se os Estados Unidos precisarem aumentar as taxas de juros de forma mais rápida e intensa do que se espera, pode haver saída de recursos de mercados emergentes.
Este não é, porém, o cenário mais provável, ponderou. De acordo com Campos, o mercado hoje trabalha com uma taxa de juros terminal de 2,7% a 2,8% ao ano nos Estados Unidos. "Se for para 3,5%, 4%, dependendo da forma como for feito, começa a ter um problema que pode gerar saída de recursos dos emergentes", disse, em entrevista ao programa “Canal Livre”, da emissora BandNews.

O presidente do BC disse que, neste momento, o Brasil tem um diferencial de juros muito favorável, mas uma ação inesperada do Federal Reserve (banco central americano) "sempre causa turbulência no mundo emergente". Por outro lado, Campos disse que, desta vez, o aperto monetário nos Estados Unidos se dá com ingredientes um pouco diferentes - inclusive, a discussão sobre o papel e a força da moeda americana no contexto da guerra na Ucrânia. "Mas a gente veria uma movimentação de mercado”, afirmou.

Ele também disse que o câmbio no Brasil tem se apreciado e é, neste ano, uma das melhores moedas do mundo frente ao dólar. Isso, segundo ele, tem ajudado a atenuar a inflação.

Para o presidente do BC, é difícil prever o comportamento do câmbio. Hoje, há forças contribuindo para a entrada de recursos. Entre eles, citou números fiscais "bem melhores" no curto prazo, o fato de o país ter iniciado o ciclo de aumento de juros antes que outros emergentes, a alta das commodities e a percepção de estrangeiros de que as empresas brasileiras sabem navegar num ambiente de inflação.

No entanto, Campos lembrou que alguns desses fatores são persistentes, mas outros trazem um impacto apenas temporário para a moeda brasileira.

Baixo crescimento no Brasil

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou que a "pergunta de US$ 1 milhão" é o que o Brasil precisa para ter um crescimento estrutural maior do que a expectativa atual, que gira em torno de 1,5%. "Se você acreditasse que o Brasil ia crescer 4%, 5% à frente, não estaria nem falando de teto de gastos", disse, em entrevista ao programa “Canal Livre”, da emissora BandNews.

Isso porque, segundo Campos, taxas mais elevadas garantiriam "outra realidade" de arrecadação e de investimento para o país.

As declarações foram feitas por Campos ao ser questionado sobre a perspectiva fiscal do país no longo prazo. No curto, o presidente do BC disse que a situação das contas públicas está melhor, por uma série de fatores - um crescimento da economia acima do esperado e a alta das commodities entre eles.

"Se passo a acreditar que a inflação no mundo vai ser mais alta por um tempo mais prolongado e que meu crescimento estrutural é mais baixo, basicamente estou falando que minha equação fiscal no futuro vai piorar", afirmou.

De acordo com o presidente do BC, parte do prêmio que existe hoje na curva de juros futuros decorre da incerteza sobre a capacidade do Brasil de ter um crescimento estrutural mais alto.

Ele acrescentou que parte das reformas necessárias ao país foi feita nos últimos anos, mas os muitos anos de atividade fraca contaminam as expectativas e a confiança e há também questões de eficiência pesando nessa equação.

O presidente do BC evitou comentar as discussões sobre a criação de subsídio para atenuar a alta do petróleo, afirmando que essa é uma atribuição do Ministério da Economia.

Campos admitiu que os núcleos da inflação no Brasil estão subindo bastante - "o que significa que a inflação está ficando mais enraizada". Por isso, segundo ele, o trabalho do BC tem de ser proativo.

Ele ressaltou que o mercado já espera uma redução da taxa Selic à frente e que a expectativa de inflação em 2023 e 2024 já está próxima da meta. "Em 2023, as expectativas já estão muito abaixo de outros países emergentes que têm histórico de inflação bem mais baixo que o Brasil", disse, acrescentando que isso mostra "que o que está sendo feito está sendo suficiente para controlar as expectativas".

Desde que o BC começou a aumentar os juros para combater a inflação, ressaltou Campos, a curva longa (taxas com prazo mais longos) tem caído. Esse é um sinal de que o mercado acredita que a Selic vai subir, mas depois vai cair. "Essa credibilidade que é importante."



Breve Análise da Economia Brasileira de 2020/21 e previsões para 2022/23

25/03/2022

Confira os destaques dos principais índices econômicos do Brasil pelo boletim – FOCUS
Uma breve análise da economia brasileira, através de alguns índices, a partir dos dados de 2020 e 2021 e da visão do boletim FOCUS do Banco Central – BACEN de 18 de março de 2022, sobre a previsão para o biênio 2022 e 2023.

A luz dos números divulgados pelo FOCUS, e ainda, numa análise comparativa com os números de 2020 e 2021 a economia brasileira está entrando definitivamente no rumo que todos desejam.

Apesar das oscilações apresentadas pelo FOCUS, no comparativo de 04 semanas, no IPCA, SELIC e IGP-M, verificamos que as projeções para final de 2022 e 2023, nesses e nos demais índices, são positivas, notadamente, se comparadas com os resultados apurados em 2020 e 2021.

Abordaremos então, neste artigo, os índices IPCA, PIB, SELIC, IGP-M e o Investimento Estrangeiro no Brasil.

Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA
Índice utilizado para medir a inflação, o IPCA, base fevereiro próximo passado, ficou em 10,54% a.a. A previsão FOCUS é que termine o ano de 2022 em 6,59%. Portanto, o mercado prevê que a inflação caia até o final de 2022.
Já para 2023 a previsão FOCUS se situa em 3,75%, representando, portanto, uma aposta que a inflação ceda significativamente ao longo deste biênio e conclua 2023, dentro da meta.
Produto Interno Bruto – PIB
Soma de todas os bens finais produzidos pelo país, o PIB de 2021 foi de R$ 8,7 trilhões de reais. A previsão FOCUS é de crescimento em 2022 de 0,5% e em 2023 de 1,3%.
Vindo de um crescimento em 2021 de 4,6%, sobre uma base negativa de -3,9% de 2020, o PIB previsto para este e o próximo ano, representa uma boa notícia para a economia brasileira.
Com o resultado positivo de 2021 o Brasil já tinha voltado ao patamar pré-pandemia (ano de 2019). E com o crescimento previsto para os próximos 02 anos, afastamos definitivamente o fantasma da recessão.

Sistema Especial de Liquidação e Custodia – SELIC
A SELIC nada mais é que a taxa básica de juros da economia brasileira. A SELIC apresenta uma tendência de alta quando analisamos a taxa de 2021 em comparação com a de hoje e a previsão FOCUS para 2022, porém, já apresenta redução na previsão para 2023.
Outro fator que nos leva a acreditar na reversão desta tendência, além da previsão FOCUS para 2023, é a declaração do presidente do Banco Central – BACEN Roberto Campos Neto, nesta semana, que prevê o fim do ciclo de alta da SELIC para maio, no patamar de 12,75%.

Índice Geral de Preços Mercado – IGP-M
O índice muito utilizado no reajuste de aluguéis, depois de bater na casa de 23,14% em 2020 e fechar 2021 em 17,77%, ano que chegou a picos de 37,06% em maio de 2021, teve previsão do FOCUS para fechar 2022 em 10,50% e em 2023 em comportados 4,27%.

Investimento Direto de Estrangeiros no Brasil
Informação bastante significativa, pois representa o termômetro da credibilidade da economia brasileira frente aos investidores estrangeiros, esses investimentos só apresentaram resultado positivo na análise 2020-2023.
Crescimento de 23% de 2020 para 2021. Entre 2021 e 2022, segundo previsão do mercado, novo crescimento de 27%. E por fim, ainda como prevê o FOCUS, novo crescimento, desta feita, da ordem de 18% de 2022 para 2023.

Ao fim e ao cabo, constatamos que o pior dos efeitos da pandemia na economia brasileira já passou. As sequelas ainda irão perdurar por um tempo, mas à luz de todos os índices estudados na análise seriada de 2020 a 2023, verifica-se que voltamos a crescer, a inflação está descrevendo uma descendente, os juros caminham para uma estabilização com tendência de queda, e por fim, os investimentos estrangeiros, expressando a confiança na nossa economia, apresentam crescimento sequenciado.

Com alta nos preços de produtos básicos, BC vê superávit comercial recorde de US$ 83 bi em 2022

24/03/2022

Com guerra na Ucrânia, instituição vê aumento significativo na projeção para as exportações. Banco Central também previu nova desaceleração no crédito bancário neste ano.

O Banco Central informou nesta quinta-feira (24), por meio do relatório de inflação do primeiro trimestre, que foi elevada de US$ 52 bilhões para US$ 83 bilhões sua previsão para o superávit da balança comercial neste ano.
Se confirmado, será novo recorde histórico para o saldo da balança comercial. O crescimento decorre da alta nos preços dos produtos básicos, como alimentos e petróleo, devido guerra na Ucrânia (veja mais abaixo).
O Brasil é grande produtor e exportador desses produtos, por isso se beneficia com a alta de preços.

Trigo, soja, milho: commodities disparam com escalada da guerra no Leste Europeu.
Com isso, a instituição espera que as exportações, estimadas em US$ 328 bilhões neste ano, superem as compras do exterior - projetadas em US$ 245 bilhões pelo BC em 2022.

O recorde atual para a balança comercial, na série histórica do BC, que começa em 1995, foi registrado em 2017 (+US$ 57,3 bilhões), enquanto que o maior valor já registrado pelo Ministério da Economia foi no ano passado. A série histórica do governo tem início em 1989.

Em 2021, de acordo com cálculos do BC, a balança comercial registrou um superávit de US$ 36,36 bilhões. Já o Ministério da Economia informou que a o saldo positivo somou US$ 61,4 bilhões.

Alta dos preços com a guerra-
De acordo com o BC, a melhora projetada no saldo comercial decorre da alta nos preços dos produtos básicos exportados pelo Brasil, como petróleo e alimentos, decorrente do conflito na Ucrânia.
"O aumento significativo na projeção para as exportações reflete a expectativa de preços internacionais mais altos, com destaque para os preços do petróleo e de derivados, mais diretamente afetados pelas sanções impostas à Rússia em resposta à guerra na Ucrânia", informou.
Acrescentou que os preços de grãos também se elevaram "diante das incertezas quanto ao impacto do conflito nas exportações dos países envolvidos, bem como nos preços internacionais de fertilizantes".

"O quantum importado, no entanto, deve apresentar retração, mais em linha com a desaceleração da atividade doméstica – em particular, da indústria de transformação", concluiu.
Diferenças metodológicas
O BC lembra que as estatísticas de comércio exterior, divulgadas pelo Ministério da Economia, seguem a metodologia da Organização das Nações Unidas (ONU), enquanto a sua sistemática observa os conceitos do Manual de Balanço de Pagamentos e Posição Internacional de Investimento, do Fundo Monetário Internacional (FMI).
"A principal diferença entre as duas metodologias é que a estatística de comércio exterior de mercadorias considera os bens que aumentam ou reduzem o estoque de recursos materiais de um país ao entrar (importar) ou sair (exportar) de seu território econômico, enquanto a estatística de balanço de pagamentos registra transações de bens cuja propriedade econômica é transferida entre residente e não residente, independente de sua movimentação física", explicou.
Contas externas
De acordo com o BC, o atual cenário, é favorável para as contas externas, que considera, além da balança comercial, os serviços e as rendas - a chamada conta de transações correntes.
Para este ano, a projeção é de que essa conta tenha um superávit de US$ 5 bilhões, o primeiro saldo positivo desde 2007, contra a estimativa anterior, divulgada em dezembro do ano passado, de um déficit de US$ 21 bilhões em 2022.
"Projeta-se o primeiro superávit da conta corrente desde 2007, resultado do saldo comercial significativamente positivo – o maior valor em dólares da série histórica – e do patamar contido dos déficits em serviços e rendas", informou o BC.
Segundo a instituição, os investimentos diretos no país, por sua vez, devem somar US$ 66 bilhões neste ano, o mesmo valor projetado em dezembro do ano passado.
Crédito bancário
Já a estimativa do Banco Central para o crédito bancário é de desaceleração. Em dezembro do ano passado, a instituição estimava um crescimento de 9,4%. No documento divulgado nesta quinta-feira, recuou para uma alta de 8,9% em 2022.
De acordo com a instituição, essa desaceleração está "em linha com a esperada desaceleração da atividade econômica e o ciclo de aperto monetário [alta nos juros para conter a inflação]".
"No crédito às famílias, a projeção de crescimento do saldo com recursos livres foi mantida em 13%, enquanto no segmento direcionado houve redução, de 10% para 9%, resultado de expectativas menores para as modalidades imobiliária e rural", informou.
Nos financiamentos às empresas, a projeção para o aumento do saldo foi elevada de 12% para 13% no segmento livre (sem contar rural, habitação e BNDES), "incorporando cenário menos benéfico de captações no mercado de capitais e externo, em contexto de elevada incerteza doméstica e internacional".



Guedes: Brasil está no início de um longo ciclo de crescimento

24/03/2022

Nas contas dele, se o país crescer 1% neste ano, apesar dos juros, significa que o verdadeiro compasso de crescimento da atividade econômica é de "2,5% a 3%"
O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quinta-feira (24), que a taxa de juro real elevada dos últimos meses ofusca um crescimento econômico que já pode ser considerado sustentado.
Discursando a empresários do setor da construção civil e mencionando um eventual “segundo governo” do presidente Jair Bolsonaro, que de acordo com ele transformaria “o Brasil em uma grande economia de mercado”, Guedes chegou a dizer que o país já vive um “boom” econômico.
— Acho que estamos no início de um longo ciclo de crescimento — afirmou o ministro durante abertura de evento do Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) na capital paulista.
Nas contas dele, se o país crescer 1% neste ano, apesar dos juros, significa que o verdadeiro compasso de crescimento da atividade econômica é de “2,5% a 3%”. Sem a economia estivesse estagnada, Guedes acredita que o aperto monetário provocaria uma retração de 0,5% a 1% no Produto Interno Bruto (PIB).
Ele acenou com mais estímulos à atividade, adiantando que o corte do Imposto sobre Produção Industrial (IPI) será ampliado para 33%, após a redução de 25% anunciada no fim do mês passado. Também enalteceu a elevação da taxa de investimento, que encerrou 2021 em 19% e caminha para alçar o patamar de 20%.
Ele comparou o volume de investimentos previsto em contratos assinados no Brasil para os próximos dez anos a “dois planos Marshall”, em referência ao plano de financiamento para a reconstrução europeia após o fim da Segunda Guerra Mundial.
Todo esse compromisso de investimento vem das concessões promovidas pelo Ministério da Infraestrutura.
Guedes chegou a fazer campanha para o colega à frente da pasta, Tarcísio de Freitas.
– São Paulo vai se beneficiar muito se ele for eleito – disse o ministro da Economia, que rapidamente emendou uma retratação. – Não sei se eu poderia ter dito isso – disse.
Freitas aguarda até o fim deste mês, limite estabelecido na legislação eleitoral, para definir a qual partido vai se filiar, e ainda não se desincumbiu das funções no governo.

A Força do Banco do Nordeste em Pernambuco- Confira a parte 2 sobre o maior banco de desenvolvimento regional da América Latina

19/03/2022

No artigo anterior comentamos sobre a atuação e importância do Banco do Nordeste na região. Desta feita detalharemos a atuação do Banco em Pernambuco.
Em 2021, a superintendência de Pernambuco foi responsável por contratações totais da ordem de R$ 5.102,5 bilhões de reais, sendo R$ 3,955,4 bilhões de reais com recursos do Fundo.

Constitucional do Nordeste – FNE através de 76.077 operações e R$ 1.147,1 bilhões de reais com outras fontes de recursos.

No âmbito da Micro e Pequena Empresa, foram R$ 577,7 milhões contratados através de 3,847 mil operações de crédito.
Já sob a ótica do financiamento rural, a SUPER PE também obteve expressivo desempenho atingindo R$ 659,6 milhões de reais em aplicações totais envolvendo 71.229 operações.
O agronegócio foi contemplado com R$ 181,3 milhões de reais em 712 operações e a agricultura familiar com R$ 478,3 milhões com 70.517 operações.

Outro fator primordial na atuação do Banco do Nordeste em Pernambuco é a conhecida capacidade que estes investimentos possuem de provocar repercussões econômicas a partir da matriz de insumo-produto, contemplando os efeitos diretos, indiretos e induzidos.
Abaixo destacamos principais pontos da atuação do BNB no estado:
• R$ 3,6 bilhões de reais em 76,1 mil operações com recursos do FNE;

• R$ 578 milhões de reais em 3,8 mil operações de MPE;

• R$ 864 milhões de reais em 285 mil operações através do CREDIAMIGO;

• R$ 391 milhões de reais em 68 mil operações do AGROAMIGO;

• R$ 1,7 bilhão de reais em infraestrutura.
Todos esses números, carregam consigo não só os importantes efeitos econômicos que o financiamento do desenvolvimento regional proporciona, mas também, e, principalmente, os efeitos humanos. São cada vez mais pessoas trabalhando, progredindo seus negócios, cuidando de suas famílias e aumentando a qualidade de vida.
Com aporte total em 2021 de R$ 5,1 bilhões de reais, o Banco do Nordeste contribuiu de forma decisiva para o trabalho de recuperação da economia pernambucana, notadamente, nesta época de transição da pandemia para a volta a normalidade.
A Superintendência de Pernambuco é comandada hoje pelo pernambucano Pedro Ermírio de Almeida Freitas Filho. Formado em direito, Pedro Herminio vem de uma exitosa passagem pela superintendência de Alagoas e vem cumprindo os compromissos declarados em sua posse: buscar uma melhor forma de encurtar cada vez mais o tempo entre a demanda do cliente e o crédito efetivamente liberado, priorizar o microcrédito, fortalecer as parcerias municipais e manter as portas do banco abertas a todas as atividades econômicas e portes de empresas.
Ao fim e ao cabo, Pernambuco, como todo o Brasil, sofre com a concentração bancária que existe no país, e, com a falta de vocação dos bancos privados em aceitar os riscos de financiar o longo prazo, notadamente, para a MPE, a presença forte do BNB é, por vezes, a única saída para os empreendedores do Estado.





Com Ebtida de mais de R$ 1 bilhão, Taurus se torna a maior do mundo e pagará dividendos de R$ 1,6451 por ação

16/03/2022

Após o fechamento do mercado, a Taurus Armas S.A. divulgou seus resultados e, mais uma vez, surpreendeu analistas, acionistas e o público em geral que acompanha a empresa.
Esta editoria destacará alguns pontos mais relevantes entre os muitos apresentados no balanço, valendo a pena consultar a íntegra do documento publicado pela Taurus para constatar a pujança dos números, realizações e perspectivas da empresa.
Com um Ebitda de R$ 1.002,9 milhões em 2021 - 111,4% acima do registrado em 2020, e margem de 36,6% (alta de 11,1 p.p.), a empresa quebra uma barreira importante que reflete o seu atual padrão de desempenho operacional, consubstanciado por um lucro líquido de R$ 635,1 milhões, seu terceiro resultado positivo consecutivo, multiplicando por 2,4 (140,9%) o apurado no exercício anterior. Assim, após o Ebitda apresentar crescimento de 270,6% entre 2020 e 2019, a Taurus mais do que duplicou esse indicador em 2021.

Dividendos de 100% do LLA, ou R$ 1,6451 por ação
Esse resultado possibilitou que, em 2021, um dos grandes objetivos da atual administração fosse atingido: a criação de valor para todos os seus acionistas e, portanto, também o pagamento de uma significativa remuneração a estes. Assim, será proposto em assembleia geral, a ocorrer no dia 19 de abril, o pagamento de dividendos de 100% sobre o Lucro Líquido Ajustado (LLA), totalizando o montante de R$ 194.284,00 milhões, o que representa cerca de R$ 1,6451 por ação. Após aprovado, esse fato consolidará e encerrará o processo de turnaround da Taurus.
A maior do mundo em armas leves
Menos de dois anos após o dia em que o dinâmico e incansável CEO Global da empresa, Salesio Nuhs, divulgou publicamente sua intenção de ser a maior empresa de armas leves do mundo, a Taurus atingiu a expressiva marca de 2,25 milhões de armas fabricadas em 2021 (+44,5%), com média de 9,3 mil unidades diárias no ano. O número de armas vendidas foi de 2,348 milhões, o que a levou à posição de maior vendedora de armas leves no mundo, considerando-se o universo das principais companhias dos Estados Unidos, tais como Smith & Wesson e Ruger, e muito maior do que outras empresas tradicionais do setor sobre as quais são conhecidas informações, como Colt, Springfield, Beretta, SIG, CZ, Colt, Walther, FN e HK.

Demanda segue aquecida e Taurus ganha market share nos EUA
Nos EUA, maior mercado do mundo para armas leves, a demanda seguiu aquecida em 2021, atingindo o segundo maior patamar desde que foi criado o controle do FBI sobre a intenção de compra (NICS). Ainda assim, em relação ao recorde histórico registrado em 2020, houve redução de 12% nessas intenções.

No entanto, as vendas da Taurus no país apresentaram tendência inversa ao NICS, com crescimento de 23,4% em 2021, evidenciando o aumento do market share da marca.
Para 2022, caso a questão da invasão russa na Ucrânia se resolva e não haja outra crise que leve a um aumento intempestivo de demanda, a percepção é que o cenário será semelhante, com a demanda norte-americana perdendo um pouco de força em relação aos dois últimos anos, enquanto as vendas da Taurus devem seguir vigorosas, com aumento de participação do mercado.
No segmento de revólveres, por exemplo, a empresa detém liderança de mercado absoluta nos EUA. Em 2020, 41% do total dos revólveres vendidos nesse país foram da marca Taurus e, em 2021, a estimativa é que essa participação de mercado tenha alcançado 61%.
Comparando o preço médio de venda da Taurus com o de concorrentes internacionais que, como empresas de capital aberto, divulgam seus dados, a empresa tem ainda espaço para atingir faixas mais altas em seu mix de vendas, uma vez que se mantém abaixo desses. A estratégia da Taurus inclui novos produtos com menor custo e maior valor agregado, ampliação de sua linha de armas longas e o lançamento de produtos em nichos de mercado, criando um mix de valor crescente em sua linha, sem concorrer com seus produtos atuais.


Backorder de quase 1 milhão de armas: cinco meses de produção
Ao final do exercício, a Taurus registrava backorder de 982 mil unidades de armas para entrega nos mercados norte-americano e brasileiro, volume equivalente a mais de cinco meses de produção integrada nos dois países.
Tranquilidade no endividamento e na alavancagem
Comparando a posição da dívida bruta no encerramento dos exercícios de 2021 e de 2020, houve redução de 20,0% ou R$ 173,4 milhões na dívida bruta no período. Ao mesmo tempo, dado o aumento do saldo de caixa e aplicações, a dívida líquida diminuiu em R$ 338,7 milhões ou 43,7%.

A dívida líquida vem sendo reduzida de forma contínua e consistente nos últimos anos. Ao mesmo tempo, a empresa se consolidou como forte geradora de caixa. Dessa forma, sua alavancagem financeira passou por completa reversão de perfil, com drástica redução do indicador dívida líquida/Ebitda que, no encerramento do exercício de 2021, atingiu 0,4x.

Simulando uma situação na qual é abatido do total da dívida em 31/12/21 valores que serão destinados a esse fim quando efetivados, a saber, ativos à venda – fábrica de capacetes e terreno da antiga fábrica em Porto Alegre – e saldo dos bônus de subscrição a vencer, a dívida líquida na data seria de R$ 236,7 milhões. Com esse cenário, o indicador de alavancagem financeira dívida líquida/Ebitda seria de 0,2x ao final do exercício.

Índia: o novo e poderoso front da Taurus
A construção do prédio da joint venture Jindal Taurus na Índia está sendo concluída e, em fevereiro, a primeira equipe da Taurus do Brasil foi a esse país para uma visita técnica. A JV, mesmo antes do início das operações industriais, já está criando oportunidades comerciais. A equipe da Taurus que viajou ao país realizou demonstração técnica para autoridades das Forças Armadas indianas, evidenciando as características, a performance de tiro e a resistência do Fuzil Taurus T4 em suas diferentes versões, para um futuro processo de licitação em andamento.

Outras oportunidades comerciais no mercado institucional indiano, como a venda de submetralhadoras SMT9 para a Guarda de Segurança Nacional (NSG), pistolas TH9 e TS9 para a polícia da cidade de Aizawl (capital do estado indiano de Mizoram), além de mais uma venda de fuzis T4 para a polícia de um estado indiano que poderá adquirir até 4.000 unidades da arma, estão em diferentes etapas do processo de negociação.
Na visão desta Consultoria, a JV Jindal Taurus Defence Systems Private Ltd. tem um gigantesco mercado potencial, civil e militar, sem parâmetros no mundo capitalista, o que levou o CEO e o CFO da multinacional brasileira a afirmarem, por mais de uma vez, que, no momento em que a Taurus entrar lá, mudará completamente a perspectiva da empresa. Segundo tudo indica, esse fato está bem próximo de se tornar real.
República das Filipinas compra mais 9,5 mil pistolas TS9
Em dezembro de 2021, após ter vendido e entregue 20.000 unidades da pistola TS9 para a Polícia Nacional das Filipinas, a Taurus foi vencedora de novo processo licitatório de mais 9,5 mil pistolas do mesmo modelo para essa corporação, cuja entrega está programada para o segundo semestre, em função da atual capacidade x demanda.
Ampliações e investimentos
Para garantir o aumento da oferta e da continuidade do seu crescimento, conforme o planejamento estratégico em curso, a empresa está investindo em estrutura física, em pesquisa & desenvolvimento e em modernos equipamentos e maquinários.

A palavra-chave na Taurus é “inovação”, o que proporciona mais produtividade, manutenção de baixos custos (hoje tem o menor custo de produção do mundo), maior volume de produção e, também, maiores vendas, já que o consumidor cada vez mais reconhece o valor que tem sido agregado aos produtos que entrega no mercado.

Com isso, ao mesmo tempo que tem segurança no aumento das vendas, em termos de estrutura operacional está sempre um passo à frente, preparando-se continuamente para atender esse aumento. Como exemplo disso, foi contratado um Vice-presidente de vendas para reforçar a estrutura comercial nos EUA.

Como tecnologia é essencial para atender o planejamento, a empresa reforçou a área com a criação do Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia Brasil/EUA (CITE), que hoje conta com 250 engenheiros nas áreas de produtos, processos e qualidade e já rendeu excelentes frutos, como a revolucionária pistola microcompacta GX4 e a adição de grafeno às novas armas, por exemplo.

Em termos de infraestrutura, o condomínio industrial foi entregue em dezembro e os cinco fornecedores parceiros que vão desenvolver ali suas operações estão em processo de instalação. Com essa estrutura em pleno funcionamento, a Taurus tem mais agilidade e qualidade na cadeia de suprimentos, com redução de custos.

Outro passo dado no projeto de expansão da unidade industrial do Brasil foi a aquisição de área de 100 mil m2 ao lado do complexo industrial atual.
A fábrica dos EUA atingiu a produção de 868 mil unidades no ano, acima da capacidade máxima estimada de 800 mil armas/ano, considerando a estrutura original, que não demandou investimentos em função do acordo firmado com o governo do Estado da Georgia. O prédio tem ainda cerca de 60% de sua área disponível, com espaço para ampliação da capacidade a partir de novos investimentos.

Para 2022, o planejamento da empresa considera investimentos da ordem de R$ 250 milhões, seguindo com a modernização e a ampliação da estrutura industrial, de modo a dar sustentação ao crescimento da empresa, aumentando ainda mais sua competitividade.
Maior e mais rentável fabricante de armas leves do mundo
Em um cenário mundial recente tão conturbado devido à pandemia da COVID-19, a Taurus Armas se apresenta como uma empresa blindada e capaz de crescer muito, seja em tempos de crise ou seja em tempos de calmaria, como bem frisou o especialista Christian Lima, evidenciando que, no decorrer do seu turnaround, a empresa adquiriu as características de ser plenamente antifrágil.

Aumentando significativamente a produção e a produtividade, reduzindo custos, incrementando ainda mais a qualidade e a tecnologia de seus produtos e processos, desbravando novas fronteiras de negócios e, agora, remunerando significativamente seus acionistas, a Taurus está se tornando a maior e mais rentável fabricante de armas leves do mundo, gerando orgulho e divisas para o Brasil.

A Força do Banco do Nordeste- Saiba mais sobre o maior banco de desenvolvimento regional da América Latina

11/03/2022

Num cenário nacional de concentração bancária absurda, desequilíbrio inter-regional que vitimiza há décadas o Nordeste, enxugamento das agências físicas por parte dos grandes bancos, notadamente os privados, e taxas de juros eternamente elevadas, a presença do BNB na vida econômica e social do Nordeste é cada vez mais imprescindível.
O nosso Banco do Nordeste – BNB, é uma sociedade de economia mista de capital aberto com 69 anos de atuação, e ocupa hoje a posição de maior banco de desenvolvimento regional da América Latina.

Atuando em 2.074 municípios, abrangendo a região Nordeste e norte dos estados do Espírito Santo e Minas Gerais, mantém em operação 292 agências com 4,3 milhões de clientes ativos.
Este esforço resultou numa participação, em sua área de atuação, de 59,5% no crédito de longo prazo, 65,7% no financiamento de longo prazo na indústria e no comércio e 53,3% no financiamento de longo prazo rural e agroindustrial.
Em 2021, as contratações importaram R$ 41,7 bilhões de reais, sendo R$ 25,9 bilhões de reais com recursos do Fundo Constitucional do Nordeste – FNE e R$ 15,8 bilhões com outras fontes de recursos.
No âmbito da Micro e Pequena Empresa, foram R$ 3,9 bilhões de reais em 27,4 mil operações de crédito, e, R$ 12,7 bilhões de reais em 4,3 milhões de operações em microcrédito, através do programa CREDIAMIGO. Por fim, R$ R$ 3,4 bilhões de reais em 589,7 mil operações no AGROAMIGO.
Na área de infraestrutura participou com R$ 8,360 bilhões de reais em 91 operações.
De forma pioneira, também vem incentivando a energia solar para pessoa física, com financiamento da ordem de R$ 133,7 milhões de reais para 3.988 operações de crédito. (base 2021)

A inovação foi contemplada, no mesmo período, com R$ 579,6 milhões de reais em 276 operações.
Não faltou nem o estímulo à educação. No programa FNE P-FIES o Banco aportou R$ 22,2 milhões de reais em 1.085 operações. Nesta modalidade o BNB financia estudantes regularmente matriculados em cursos superiores não gratuitos e com avaliação positiva nos processos conduzidos pelo Ministério da Educação. (dados 2021).

Na visão das aplicações do Banco do Nordeste por setor da economia, tivemos o seguinte cenário em 2021.
Na visão das contratações com recursos do FNE por localização geográfica, verificamos uma presença importante do Banco na região do semiárido, suprindo inclusive uma lacuna deixada, principalmente, pelos bancos privados.

Outro fator primordial na atuação do Banco do Nordeste, são as repercussões econômicas das contratações globais, estimados a partir da matriz de insumo-produto do Nordeste, contemplando os efeitos diretos, indiretos e induzidos, estimados a partir da aplicação dos recursos do FNE da ordem de R$ 25,9 bilhões de reais (2021).
• Aumento de R$ 18,7 bilhões na massa salarial;


• Incremento de R$ 11,1 bilhões na arrecadação tributária;


• R$ 116,7 bilhões no valor bruto da produção;


• R$ 60,5 bilhões no valor adicionado à economia;


• 1.742 mil empregos diretos e indiretos.

Hoje, presidido pelo economista pela UFPE José Gomes da Costa, competente funcionário de carreira com 38 anos de serviços prestados ao BNB e larga experiência em diversos setores do Banco, o BNB vê aumentando a cada dia sua importância estratégica e operacional no desenvolvimento econômico e social da região.

Ao fim e ao cabo, o Banco do Nordeste tem se mostrado, desde sua fundação até hoje, imprescindível no desenvolvimento econômico e social da região. O Banco chega aonde os outros bancos, notadamente os privados, não conseguem sequer enxergar.
Na próxima semana, detalharemos a atuação do Banco do Nordeste em Pernambuco.

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14/12/2021

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O Mercado de Energia Elétrica no Brasil

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O dinheiro é uma riqueza finita, que exige disciplina e respeito.

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PETROBRÁS e o Melhor dos Dois Mundos

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Teto de Gastos: Solução ou Problema?

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Sistema Financeiro Nacional: Crime e Castigo

05/10/2021

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A Inflação na Economia Mundial em 2020 - 2021

02/01/2016

O fenômeno global da inflação pós-pandemia no mundo

A alta da inflação foi a tônica no mundo em 2020 e 2021. É mais uma das consequências nefastas da pandemia.

Com foco no G-20, grupo de 19 nações mais a União Europeia, analisamos as consequências objetivas da pandemia na economia mundial, no quesito inflação.

Os efeitos foram universais, porém, afetaram com maior ou menor intensidade os países em função das características de cada economia. Por exemplo, das 10 maiores taxas de inflação em 2021, 07 são de países emergentes e só 03 de países do G7.
Por outro lado, 05 das 07 economias do G7 tiveram taxa de inflação que há mais de 20 anos não conheciam. Os EUA experimentaram em 2021 a maior taxa de inflação desde 1982.
Está alta generalizada da inflação não teve, obviamente, origem numa pressão de demanda, visto que os seguidos períodos de lockdown, restrição na circulação de pessoas e redução da atividade produtiva provocou queda na atividade economia ao redor do mundo e impactou negativamente no consumo.

A origem está, principalmente, dentre outros fatores, na quebra das cadeias produtivas e de logística que ocasionaram um descompasso entre demanda e oferta, provocando aumento de preço em fretes, produtos e serviços de forma generalizada em todo o planeta.


Abaixo o raio X da inflação
Obs. Dados apurados base janeiro de 2022, passível de ajustes dependendo da forma de consolidação adotada pelos países.
Obs. 2. Os dados da União Europeia envolvem os 28 países integrantes do bloco.
Obs. 3. A média aritmética abrange as taxas dos 19 países do G20 e a taxa da União Europeia

Por fim, podemos destacar, fora do escopo da nossa análise, o caso extremo da Venezuela que se constituiu na maior inflação do mundo com 686,4% em 2021.
Ao fim e ao cabo, o mundo além de sofrer do ponto de vista humanitário, também sofreu no aspecto econômico por causa desta pandemia. A boa notícia é que as economias, de modo geral, estão se recuperando, e, 2022 tende a ser um ano de consolidação desta recuperação.




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